Dia 102 – O Verdadeiro Templo

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1 Reis, 8:27-29 – (27) Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que o céu, e até o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos esta casa que edifiquei! (28) Contudo atende à oração de teu servo, e à sua súplica, ó Senhor meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo hoje faz diante de ti; (29) para que os teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer, voltado para este lugar.

1 Reis, 9:3;6-7 – E o Senhor lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica, que fizeste perante mim; santifiquei esta casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias. … (6) Se, porém, vós e vossos filhos de qualquer maneira vos desviardes e não me seguirdes, nem guadardardes os meus mandamentos e os meus estatutos, que vos tenho proposto, mas fordes, e servirdes a outros deuses, curvando-vos perante eles, (7) então exterminarei a Israel da terra que lhe dei; e a esta casa, que santifiquei a meu nome, lançarei longe da minha presença, e Israel será por provérbio e motejo entre todos os povos.

Sempre haveremos de criar razões novas para nos desviarmos de nossos caminhos. Quando Deus esteve com todos os homens com os quais conversou, deixou-lhes claras as regras: tendes de seguir aos preceitos das leis de Deus para conseguirdes alcançar a majestade de participar da glória dEle. Não há nenhuma confusão e somente o homem buscando aperfeiçoar o que é extremamente simples. 

Voltando ao começo da história, lembramos o que Deus criou. Ele criou os céus e a Terra e nele colocou o homem que portava a centelha de sua própria alma. Primeiramente, devemos compreender que Deus não criou o mundo, mas o fez livre para que nos conscientizássemos dele. Deus é a perfeição que contém tudo e, portanto, somos uma parte constante dele. Não haveria como ele criar, pois somos ele, ser universal que sempre existiu. Ao ceder-nos a centelha de sua própria alma para aprofundarmos a nossa consciência da existência, revelou aos nossos olhos a justiça de suas ações. Olhos abertos, pudemos ver o mundo que estamos inseridos. 

A sua ideia é de que exploremos a mortalidade, a susceptibilidade, a experimentação para a consolidação da sabedoria. E como fazer isso? Dando cada um dos passos rumo ao nosso destino. Solidificando as experiências em sabedoria, vamos gradualmente nos tornando santos e perfeitos tal como a origem e encontramos o caminho para mergulhar na maravilha de pertencer. Em outras palavras, somos divididos em milhões para que nos tornemos um, conscientemente unidos pela força do pertencimento à mesma fonte. 

Mas, infelizmente, apesar da muralha de segurança do pertencimento à majestade da perfeição, sentimo-nos inseguros e frágeis como pequenos seres em um mundo infinito. Apegados a essa limitação, apequenamo-nos e buscamos rituais para nos aproximarmos de Deus. Criamos estratagemas, complexidades infinitas, teorias as mais diversas, e até mesmo templos que nos aproximem dele. Depois de construir seu templo finalmente Salomão percebeu a própria falha e olhou com outros olhos a própria sabedoria. Ele textualmente pergunta se “Deus habitaria na Terra”. Evidentemente ele não habitaria pois ele já está presente pelo elo de pertencimento. Tudo o que compreende o mundo faz parte dele e, inseridos em Deus, não teríamos como abrigá-lo pois ele na verdade nos abriga. Templos, pequenos ou grandes, pobres ou suntuosos, são todos iguais pois remetem ao mesmo propósito de aproximar nossas orações a Deus. 

Ora, Deus está sempre presente. Criados do barro e soprados nas narinas, somos seres celestiais cumprindo suas missões na Terra. Nesse caminho reservamos um espaço em nossa alma onde tomamos as nossas decisões para que caminhemos da melhor forma. Aquilo que se nos aparece são efeitos aleatórios do livre arbítrio de todos e as decisões de cada um, comungadas, geram a história que vivemos. Nossas experiências nos remetem a nossos ciclos de sabedoria, conhecimento, acertos e erros. Com o tempo, vamos percebendo que nossas decisões são baseadas nas situações que são analisadas pelo histórico de nossas vidas, e são promovidas pelas tentações dos demônios que permitimos, ou inspirações do homem em sua cadeira de balanço. 

Ele, na verdade, é o próprio Deus que habita em nós e que nos auxilia a corrermos o caminho da retidão. Quando ele pede que sigamos a sua lei, que obedeçamos a seus preceitos, ele está nos aconselhando a seguirmos suas inspirações, não permitindo os demônios que nos tentam. 

Olhando dessa maneira, podemos facilmente perceber que o templo de Deus somos nós mesmos, nossas almas. Elas são feitas do mais puro e nobre metal, a mais belas de todas as pedras preciosas do mundo: o amor de Deus em ceder a sua centelha para que nossas almas percebessem o fato de pertencerem à sua majestade. Esses templos são únicos, indivisíveis, indestrutíveis. 

Templos de pedra e barro precisam que usemos os nossos livre arbítrios para entrarmos e aceitá-los como sagrados. Os templos de fato, nossas almas, a sala solitária onde deixamos sua voz nos inspirar, é um templo eterno e que não depende de permissões. Ele está lá, pronto, sedendo a ser utilizado como a esquina em que nos deixamos mover pelo amor da criação. Deus é muito maior que pedras e, como tal, é muito maior que qualquer templo. Deus habita no templo como habita na calçada do outro lado da rua. Mas sua morada, onde de fato sempre o encontraremos, é na nossa sala das decisões, o lugar onde guiamos o nosso livre arbítrio. Lá, ele está com seu sorriso leve, suas roupas brancas, em sua cadeira de balanço, esperando o momento em que é convidado a partilhar a angústia, a seriedade, a alegria de viver. Lá sua bondade não está na compreensão plena dos demônios permitidos, mas na justiça e compaixão de quem quer ver-nos sempre melhor. 

Dissemos anteriormente, e repetimos: Deus não está lá para afastar-nos das dores da vida, pois elas são as bases que nos tornam sábios e, portanto, aptos a retornarmos ao cálice de onde viemos. Ele, por outro lado, está lá para, através de sua justiça atemporal e constante, iluminar com seu candeeiro as pedras em que machucaremos os nossos pés durante a caminhada. 

Os templos são importantes aos homens. A Deus, contenedor pleno de tudo o que existe, importa sentarmo-nos ao lado de sua cadeira e perguntarmos-lhe sobre sua inspiração em nossas aflições. Ele sempre estará lá, pois lá é sua morada. Ele soprou-nos nas narinas para que tivéssemos essa proximidade. Esse é o Deus pai. 

strong>1 Reis, 8:27-29 – (27) Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que o céu, e até o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos esta casa que edifiquei! (28) Contudo atende à oração de teu servo, e à sua súplica, ó Senhor meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo hoje faz diante de ti; (29) para que os teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer, voltado para este lugar.

1 Reis, 9:3;6-7 – E o Senhor lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica, que fizeste perante mim; santifiquei esta casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias. … (6) Se, porém, vós e vossos filhos de qualquer maneira vos desviardes e não me seguirdes, nem guadardardes os meus mandamentos e os meus estatutos, que vos tenho proposto, mas fordes, e servirdes a outros deuses, curvando-vos perante eles, (7) então exterminarei a Israel da terra que lhe dei; e a esta casa, que santifiquei a meu nome, lançarei longe da minha presença, e Israel será por provérbio e motejo entre todos os povos.

Sempre haveremos de criar razões novas para nos desviarmos de nossos caminhos. Quando Deus esteve com todos os homens com os quais conversou, deixou-lhes claras as regras: tendes de seguir aos preceitos das leis de Deus para conseguirdes alcançar a majestade de participar da glória dEle. Não há nenhuma confusão e somente o homem buscando aperfeiçoar o que é extremamente simples. 

Voltando ao começo da história, lembramos o que Deus criou. Ele criou os céus e a Terra e nele colocou o homem que portava a centelha de sua própria alma. Primeiramente, devemos compreender que Deus não criou o mundo, mas o fez livre para que nos conscientizássemos dele. Deus é a perfeição que contém tudo e, portanto, somos uma parte constante dele. Não haveria como ele criar, pois somos ele, ser universal que sempre existiu. Ao ceder-nos a centelha de sua própria alma para aprofundarmos a nossa consciência da existência, revelou aos nossos olhos a justiça de suas ações. Olhos abertos, pudemos ver o mundo que estamos inseridos. 

A sua ideia é de que exploremos a mortalidade, a susceptibilidade, a experimentação para a consolidação da sabedoria. E como fazer isso? Dando cada um dos passos rumo ao nosso destino. Solidificando as experiências em sabedoria, vamos gradualmente nos tornando santos e perfeitos tal como a origem e encontramos o caminho para mergulhar na maravilha de pertencer. Em outras palavras, somos divididos em milhões para que nos tornemos um, conscientemente unidos pela força do pertencimento à mesma fonte. 

Mas, infelizmente, apesar da muralha de segurança do pertencimento à majestade da perfeição, sentimo-nos inseguros e frágeis como pequenos seres em um mundo infinito. Apegados a essa limitação, apequenamo-nos e buscamos rituais para nos aproximarmos de Deus. Criamos estratagemas, complexidades infinitas, teorias as mais diversas, e até mesmo templos que nos aproximem dele. Depois de construir seu templo finalmente Salomão percebeu a própria falha e olhou com outros olhos a própria sabedoria. Ele textualmente pergunta se “Deus habitaria na Terra”. Evidentemente ele não habitaria pois ele já está presente pelo elo de pertencimento. Tudo o que compreende o mundo faz parte dele e, inseridos em Deus, não teríamos como abrigá-lo pois ele na verdade nos abriga. Templos, pequenos ou grandes, pobres ou suntuosos, são todos iguais pois remetem ao mesmo propósito de aproximar nossas orações a Deus. 

Ora, Deus está sempre presente. Criados do barro e soprados nas narinas, somos seres celestiais cumprindo suas missões na Terra. Nesse caminho reservamos um espaço em nossa alma onde tomamos as nossas decisões para que caminhemos da melhor forma. Aquilo que se nos aparece são efeitos aleatórios do livre arbítrio de todos e as decisões de cada um, comungadas, geram a história que vivemos. Nossas experiências nos remetem a nossos ciclos de sabedoria, conhecimento, acertos e erros. Com o tempo, vamos percebendo que nossas decisões são baseadas nas situações que são analisadas pelo histórico de nossas vidas, e são promovidas pelas tentações dos demônios que permitimos, ou inspirações do homem em sua cadeira de balanço. 

Ele, na verdade, é o próprio Deus que habita em nós e que nos auxilia a corrermos o caminho da retidão. Quando ele pede que sigamos a sua lei, que obedeçamos a seus preceitos, ele está nos aconselhando a seguirmos suas inspirações, não permitindo os demônios que nos tentam. 

Olhando dessa maneira, podemos facilmente perceber que o templo de Deus somos nós mesmos, nossas almas. Elas são feitas do mais puro e nobre metal, a mais belas de todas as pedras preciosas do mundo: o amor de Deus em ceder a sua centelha para que nossas almas percebessem o fato de pertencerem à sua majestade. Esses templos são únicos, indivisíveis, indestrutíveis. 

Templos de pedra e barro precisam que usemos os nossos livre arbítrios para entrarmos e aceitá-los como sagrados. Os templos de fato, nossas almas, a sala solitária onde deixamos sua voz nos inspirar, é um templo eterno e que não depende de permissões. Ele está lá, pronto, sedendo a ser utilizado como a esquina em que nos deixamos mover pelo amor da criação. Deus é muito maior que pedras e, como tal, é muito maior que qualquer templo. Deus habita no templo como habita na calçada do outro lado da rua. Mas sua morada, onde de fato sempre o encontraremos, é na nossa sala das decisões, o lugar onde guiamos o nosso livre arbítrio. Lá, ele está com seu sorriso leve, suas roupas brancas, em sua cadeira de balanço, esperando o momento em que é convidado a partilhar a angústia, a seriedade, a alegria de viver. Lá sua bondade não está na compreensão plena dos demônios permitidos, mas na justiça e compaixão de quem quer ver-nos sempre melhor. 

Dissemos anteriormente, e repetimos: Deus não está lá para afastar-nos das dores da vida, pois elas são as bases que nos tornam sábios e, portanto, aptos a retornarmos ao cálice de onde viemos. Ele, por outro lado, está lá para, através de sua justiça atemporal e constante, iluminar com seu candeeiro as pedras em que machucaremos os nossos pés durante a caminhada. 

Os templos são importantes aos homens. A Deus, contenedor pleno de tudo o que existe, importa sentarmo-nos ao lado de sua cadeira e perguntarmos-lhe sobre sua inspiração em nossas aflições. Ele sempre estará lá, pois lá é sua morada. Ele soprou-nos nas narinas para que tivéssemos essa proximidade. Esse é o Deus pai. 

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