Dia 95 – A Justiça Vem no Momento Certo.

momento certo
2 Samuel, 16:12 – Porventura o Senhor olhará para a minha aflição, e me pagará com bem a maldição deste dia.

A vida é um jarro repleto da essência de Deus onde mergulhar sobrepõe-se à individualidade. Viver é mergulhar e perceber que somos feitos dela mesma e diluímo-nos compulsoriamente na divindade ali expressa.

Compreender isso é extremamente difícil. Somos densos pois somos uma unidade que pensa, compreende e decide. Somos grandiosos, únicos, desejosos. Mas Deus é o universo todo e contém toda a substância que existe e, portanto, somos apenas pequenos tijolos na construção da muralha. Esta verdade indiscutível torna-nos parte de algo muito maior que a chama de nosso ego pode imaginar. Compreender a Deus não é aceitar a diminuta realidade da própria existência, mas compreender-se como parte de algo muito maior e que resume-se no universo todo. Não existe orgulho em aceitar a Deus, pois isso é parte do que fazemos aqui. O que existe é a paz de compreender a participação em algo que vai além de nossos limites. Mostrar isso aos outros é a expressão da felicidade de compreender os seus caminhos, mas exigir que os outros também compreendam é subverter Deus e ser um demônio permitido, pois a inspiração é de Deus e não de seus filhos que aprendem pérolas de sua sabedoria. Cada um, a seu tempo, encontrará o homem em sua cadeira de balanço, sentará a seu lado e ouvirá a melodia de sua voz. Cada um a seu tempo.

Muitas vezes na vida passamos por momentos que nos desafiam a duvidarmos da bondade. Pessoas que nos cercam, invejas, maldades, maldições, tudo isso nos afeta grandemente. Mas a vida não é a bondade sob uma única óptica, mas diversa em cada decisão tomada no exercício do livre arbítrio. Não existem pessoas boas ou pessoas más, mas pessoas que se dedicam muito ou pouco à própria necessidade em detrimento de outro. Deus, por outro lado, é o eixo central que equaliza esses quereres de forma a garantir que a justiça a todos seja levada, conforme suas necessidades.
Deus não está lá, e isso é preciso compreender, para atender aos nossos desejos. Deus, por outro lado, é presente para doar o necessário ao necessitado. Deu-nos um mundo inteiro, repleto de alimento, vasto em área, para que nele habitemos e nos tornemos uma raça. A individualidade, o desejo de poder, fez-nos criar uma sociedade que exclui, elimina, assassina, retém para si o melhor do mundo. Assim, a injustiça que nos acontece é resultado de nosso exercício como raça e não de uma decisão de Deus em fazer A ou B, para A ou B.
Ele é um ser etéreo, atua em sua cadeira em nosso interior, para inspirar-nos a seguirmos o caminho que nos recompensa com a paz e a felicidade de ser como ele, santo. Deus é um ser superior, que supera em muito a materialidade das necessidades, pois ele a criou para que nos alimentássemos e não para que fôssemos unicamente. Essa é uma verdade inconteste. Deus é o espírito positivo que nos guia nos caminhos que escolhemos, a voz que nos acalma o coração e que emociona de quando em vez. Ele supre as necessidades do sopro. As necessidades do barro são secundárias e são difíceis pois a tornamos assim. O mundo é vasto e farto. Precisamos saber do que realmente necessitamos.
Deus olha-nos sempre pois nele estamos presentes. Ele sabe de nossas dificuldades, amarguras, desafios, desesperanças. Quando nos deixamos levar pelas maldições de nossos demônios permitidos ou daqueles que nos invejam, tampamos os ouvidos para a fala doce que sua inspiração nos doa sempre que permitimos. Quando conseguimos focar nessa voz e dedicamos-lhe a alma, todas as outras são sobrepostas, e resta-nos o direito de participarmos da balança da equidade dada por ele a todos os filhos. O que tiver que ser será pela sua graça pois ele mantém esse equilíbrio baseado em suas leis fundamentais e na bondade que faz com que ele seja o único que nos dirige. Esse é o bem esperado.
Ele não poderia de forma alguma exercer seu poder para um em detrimento a outro se isso não fosse a expressão plena da equidade de tratar a si como um único. Deus não nos olha como entidades dispersas, mas como Ele mesmo espalhado por pontos diferentes. Assim, ele jamais poderia ter mais com um ou com outro, pois a divisão não existe. Para ele, somos todos ele mesmo em formas esparsas. Deus é justo conosco pois somos ele débeis no mundo, aprendendo a sabedoria de ser ele aqui. Ao final, nossas decisões são resultado do que vemos e vemos não pela experiência, mas pelas lentes que permitimos ver.
Deus sempre permitirá o bem que nos acalente. Ele sempre estará lá, pronto a permitir que enxerguemos por seus olhos pois, afinal, são os únicos olhos que temos. As diversidades, elas são somente resultado de nossos demônios permitidos que deixamos gritar para abafar a voz suave da inspiração.
Compreender isso é permitir-se a felicidade e, principalmente, buscar por nossas próprias forças, a energia para superar quaisquer dificuldades. A vida vale a pena por ser uma dádiva que ele nos permite para que compreendamos não nossa individualidade, mas principalmente a nossa participação na mesa de sua ceia.
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