Dia 87 – Águas Calmas

águas calmas
 
1 Samuel, 19:2 – Pelo que Jônatas o anunciou a Davi, dizendo: Saul, meu pai, procura matar-te; portanto, guarda-te amanhã pela manhã, fica num lugar oculto e esconde-te;

 

O amor é um sentimento puro. Ele é íntegro e purificado pela bem aventurança de projetar no outro aquele eu que buscamos em em nossas vidas. Ele vagueia pelo mundo margeando a alma. Amor é perfeito e, perfeito,  composto pela paleta completa de cores. O amor é supremo e indivisível.  O amor é,  portanto, Deus.

 

A projeção também faz parte dele. Somos todos carreadores da centelha dEle e a essência pura do amor faz parte de nosso eu e, fundido à nossa porção besta, torna-nos únicos, como rádios em frequências. Amar é encontrar aquela frequência inversa que, somada, elimina as ondas do mar de nossa introspecção.  A paz advinda nasce pela superfície lisa de nossos mares. Somente ela pode refletir o pôr do sol sem deformar a sua beleza.

 

Jônatas, filho de Saul, era o príncipe herdeiro. Ele, pela ascensão do pai ao reinado, tornou-se igualmente ungido pela linhagem, e herdaria seu reino. Entretanto seu pai desviou-se das leis de Deus. Achou que sua liderança se dava apenas pela guia, mas Deus esperava dele a observância das Leis, como os Juízes garantiam. Assim, quando Deus ungiu, através de Samuel, a Davi, esse passou a ser o detentor da tocha herdada de Deus, e Jônatas,  em seu íntimo,  percebeu, e amou Davi como o seu próprio pai.

 

Esse amor não provocou a ira de Saul pois ele estava focado demais no exercício de seu poder desapegado a Deus para compreender a profundidade do que ocorria a seu filho.  Saul invejou a devoção e correição do coração de Davi, e sua cega observância às leis de Deus.

 

Pelo amor de Jônatas a ira de Saul não se concretizou na morte de Davi, que viria mais tarde a ser um dos maiores reis da história de Israel. O amor, essência de Deus que nos faz sermos além de nossa miséria,  é o sentimento único que nos une e nos torna divinos. Ele nos salva da amargura de nossas solidões e nos faz mergulhar na beleza pura da vida, gerando-a e concebendo-a.

 

O mundo,  esse lago de contraposições de egos, esse revolto vento que destrói nossos telhados, ele pode ser melhor de cores mais vivas e repleto de aromas perfumados. Para isso, é preciso que permitamos que a inspiração se apodere de nossa voz e nos faça compreender as frequências que, inversas, nos anulem de forma a criar a paz.

 

Deus desenha os limites e não as linhas. Ele nos dá o amor e a besta. Por sua maravilhosa inspiração ambos se fundem num balé despertante. Por nós,  vibramos únicos em uma frequência que atrai o nosso inverso para que,  juntos, apaziguemos nossas águas.

 

Apaziguados, enfrentaremos tormentas e ventos. Sóis escaldantes intercalados por tempestades assustadoras de raios. Mas, fundidos,  nossas superfícies serão sempre calmas. Elas serão nossa intercessão com esse mundo adverso e sua paz nos manterá firmes e protegidos.

 

Amor é a expressão de Deus vivo. Não há outro caminho. Mãos dadas, espíritos unificados e águas calmas. Eis o amor construído da fusão de centelha e bestas carregando Deus em seu mundo.

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Um comentário sobre “Dia 87 – Águas Calmas

  1. Difiícil de entender,mas até onde pude entender,continuo vendo que Deus é muito paciente com a humanidade,meu filho fico orgulhosa da maneira que você explica as coisas,sei que tenho uma parcela de credito,pela maneira que você foi criado.TE AMO

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