Dia 73 – Vencendo a Boa Guerra

vitória
Juízes, 5:4-5 – (4) Ó Senhor, quando saíste de Seir, quando caminhaste desde o campo de Edom, a terra estremeceu, os céus gotejaram, sim, as nuvens gotejaram águas. (5) Os montes se abalaram diante do Senhor, e até Sinai, diante do Senhor Deus de Israel.

Juízes, 5:31 – Assim ó Senhor, pereçam todos os teus inimigos! Sejam, porém, os que te amam, como o sol quando se levanta na sua força. E a terra teve sossego por quarenta anos.
 

A história sempre foi e sempre será repleta de disputas entre homens e homens, homens e natureza e, porque não,  entre o homem e Deus. Fomos feitos indivíduos e, dotados de capacidade cognitiva,  somos guiados pelo arbítrio que se expressa mesmo na ausência da sabedoria.

 

O nosso arbítrio e reconhecimento da necessidade do que há de vir nos criou o desejo desenfreado pelo poder e, por ele, buscamos subjugar o outro que, em última instância, cria a guerra.

 

No entanto,  a maior de todas as batalhas ocorre dentro de nós mesmos. Somos guerreiros solitários contra a legião de demônios que nos mostram as profundas debilidades e inconsistências.  Esses demônios,  pensamentos e fundamentos distantes de nossa essência,  tomam corpo e, por vezes,  submetem a nossa consciência a um nível secundário,  onde somos mais levados que carregadores. Pela ação deles, tornamo-nos estrangeiros escravizados em nossas próprias terras.

 

Precisamos compreender qual a nossa missão.  Somos criados,  atingimos a sabedoria da cessão à inspiração e finalmente retornamos ao sopro original.  Para que atinjamos a sabedoria consolidada precisamos de desafios que nos levem a assumirmos às decisões que nos transformem, definitivamente,  da débil criatura que somos originalmente naqueles que estão prontos ao retorno.

 

As guerras serão enfrentadas. Deus não nos poupará delas, tanto daquelas que ocorrem no nosso âmago como daquelas que travamos no cotidiano de nossas vidas. Não nos poupará mas velará as nossas lágrimas derramadas pelas dores da vida, dotando-nos,  por sua inspiração,  de sabedoria para evoluirmos no sentido de sua consciência.

 

Essa inspiração e esse velar é o trabalho realizado por Deus em nosso eu. Ele age sobre nossos inimigos,  aqueles fantasmas que nos desviam a atenção do caminho, aquelas pedras pontiagudas que ferem nossos pés nas sandálias,  atordoando-os e deixando-os suscetíveis às nossas espada. Em paralelo, seu amor tona-nos escudo iluminando a sala de armas da guerra. Por ele compreendemos as forças de nossos braços e reduzimos as batalhas a experiências que nos tornam, dia a dia, mais sábios.

 

Os inimigos,  fantasmas, são forças que agem pelo nosso bem ao final pois a sua submissão à nossa força torna-nos mais fortes, confiantes e sábios.  Somente quando nos atemos à realeza de nossa existência nos damos conta de que o mal, mesmo doloroso, é ferramenta para tornarmo-nos cada dia melhores.

 

Enfim, amar a Deus deve ser uma questão de fundo. Tanto na bonança quanto nas agruras,  Deus está presente,  amando-nos e, pelos estímulos das batalhas, tornando-nos cada dia mais evoluídos e, sábios,  destinados ao retorno ao sopro.

 

O sol sempre se levantará,  firme, no céu, derramando o calor de sua existência.  Da mesma forma, Deus sempre estará presente e a isso devemos louvar, seja na bonança,  seja na guerra.

Anúncios

Um comentário sobre “Dia 73 – Vencendo a Boa Guerra

  1. Homerinho ,Deus nos conforta ,mas as lutas nossas tem que ser vividas por nós ,não poderia ser mais fácil?porque tem que ser forjado a ferro e fogo? enfim esperemos a misericordia de Deu BEIJOS

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s