Dia 72 – Sejamos Justos

justiça divina
 
Juízes, 2:18-19 – (18) Quando o Senhor lhes suscitava juízes, ele era com o juiz, e os livrava da mão dos seus inimigos todos os dias daquele juiz; porquanto o Senhor se compadecia deles em razão do seu gemido por causa dos que os oprimiam e afligiam. (19) Mas depois da morte do juiz, reincidiam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os e adorando-os; não abandonavam nenhuma das suas práticas, nem a sua obstinação.
 

A justiça é uma condição na qual o que foi previamente acordado se estabelece.  Os relacionamentos se primam pela manutenção de um acordo, uma aliança entre partes que se torna perene e, pela sua amálgama, as partes vivem em paz. A paz é estabelecida pela aliança que se dá segundo as vontades e ser justo é garantir que as bases da aliança não se percam.

Os juízes são aqueles que, avaliando situações,  garantem que se mantenham as bases justas. Pela lei, analisam as demandas e, decidindo prezam pela manutenção incondicional a paz.
 

Ele deu-nos a sua lei. Explicou-nos por quarenta anos que deveríamos amar acima de qualquer coisa, iluminando o caminho e seguindo em frente para deitar-nos na terra prometida. Pela Sua tábua garantiu a paz entre nós,  homens e Deus,  de forma a habitar a terra que foi prometida a nossos ancestrais. Em contrapartida,  deveríamos ser santos trilhando o caminho que Ele criou. Por Ele nascemos criados do barro e carreando o sopro, pela percepção da maestria de Sua inspiração, tornamos nossos arbítrios em mares de sabedoria e, aqui, com os músculos recuperados das trilhas, caminhamos conscientes para a fonte do sopro da origem.

 

Quando nos desviamos da lei fundamental,  cabe aos juízes julgar-nos, penalizando ou absolvendo. Afastando-nos dos preceitos de Deus,  cabe a eles trazer-nos de volta ao rumo. Sem eles, não há limites.

 

Mas será que precisamos verdadeiramente de juízes?  O pacto de Deus não foi com o conjunto de todos para que um deles nos julgue,  mas com cada um de nós para que sigamos as bases propostas. Sim, dentro de cada um existe um trono onde sentamos e avaliamos nosso modo de vida, julgando a procedência em relação ao nosso acordo fundamental com Deus. O maior de todos os juízes deve ser a nossa consciência, analisando nossas atitudes, não pela auto condescendência mas pela segurança da lei de Deus. A consciência tende a tratar como paliativa todas as circunstâncias e muitas vezes dilui a responsabilidade e julga-se não pela lei mas pela misericórdia. Deus,  antes de tudo,  nos quer santos e que reflitamos a sua própria atitude e, por isso, espera de nós a complexidade analítica de quem, sentado no trono, age segundo as bases da lei.

 

Esta é a maior de todas as verdades: precisamos ser justos conosco mesmos tanto na absolvição quanto na condenação.  Somos tendenciosos e podemos extrapolar os limites justos e apequenarmos frente à auto-condenação, renegando a aplicação da justiça aos nossos atos.

 

Precisamos aprender a sermos jutos e manter-nos retos com ou sem o juiz. Manter as bases estabelecidas em nosso pacto e, principalmente,  construir as bases que norteiam a nossa devolução,  sábia,  à fonte de onde derivamos. 

Ser humano é buscar ser santo. Ser santo é ser justo e, assim, ser o juiz de sua própria sina. Seguindo o caminho da boa fé, manteremos o pacto com Deus e colheremos mais frutos da sabedoria que nos devolverá, sãos e de consciência limpa, ao sopro. 
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