Dia 71 – Deus é Único e nos Faz Germinar

germinando

Josué, 23:10 – um só homem dentre vós persegue a mil, pois o Senhor vosso Deus é quem peleja por vós, como já vos disse.

Josué, 24:15 – Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.

A opção pela cessão da voz à inspiração é pessoal. Não há lei que não dê ao homem o poder de como, quando e se ouvirá a outra voz.

Dentro de nós possuímos vagas emoções que nos tornam suscetíveis a inspirações, boas ou ruins. Não somos rochas mas nuvens insípidas, repletas de espelhos onde, sem rosto ou emoção, nos tornamos volúveis aos desesperos. Aqui há não deuses pois não existem, mas seres imaginários de nossa consciência plural buscando colocarem-se e nos tornarem reféns de suas obtusas presunções. Seus poderes são nulos pois lhes objeta apenas a inspiração, mas a nossa vulnerabilidade propicia-lhes a força necessária para abarcar-nos integralmente.

Cedemos apenas e tão somente se nos permitimos esquecer qual o verdadeiro eixo central do mundo que nos cerca. Ser fiel a Deus na bonança é fácil pois requer somente o reconhecimento de sua mente criadora e sua supremacia. Mas, como dito, ele não nos reserva somente a bonança mas também os desafios, as agudas pontas da pedras a ferirem os pés nas sandálias. Aqui, esse reconhecimento exige de nós a capacidade de, em nossa porção levítica, interpolarmos os pontos das tribos e reconhecermos a verdadeira voz inspiradora.

Viver é, sim, um mosaico. Querer descrever a rota seguida por uma linha simples, tênue, é reduzir a uma insignificância indigna a complexidade maior dela. Os meandros e as nuances são de um número tão extraordinariamente grande que somente a sensação, a percepção, aquela capacidade super humana é capaz de conceber. E, dentro dessa complexidade Deus espera de nós o reconhecimento de que Ele guia os três pontos e que nos resta interpolar-los com nossa conduta guiada pela fé que nos une a Ele.

Ele não nos quer meninos ingênuos que cedem à tentação de buscá-lo levados pelo temor de seu poder, mas nos quer anciãos sábios que, pela sabedoria consolidada da experiência, opta livremente por aderir à inspiração de sua voz e se deixa levar pelo amor que Ele consolida em si.

Deus é muito além daquilo que imaginamos dEle, e a opção por fazer parte de sua ceia é retornar pleno a si mesmo. Por isso, não há humilhação ou escravidão em seguir a inspiração de Deus, mas antes um retorno às próprias origens, à própria essência. A palavra soprada nos ouvidos por Deus não é uma novidade, mas a água que rega a semente adormecida em nosso seio que, por sua ação mágica, faz germinar aquele eu que sempre fomos. Deus plantou-se em nós e a germinação decorre da aceitação do regar de sua inspiração.

Ser de Deus não é humilhar-se nem abrir mão de prazeres, mas se sublevar a um nível além do tangível, onde as palavras são vazias e somente o ser, em sua concepção, acontece. Ali, todas as sensações se coadunam e têm, em si, o doce cheiro da relva. Somos, lá, pastores, cordeiros e pasto. Únicos na própria essência.

Optando por Deus, optamos pela natureza criadora da qual fazemos parte. Os outros deuses, que não existem, não são a divindade à qual estamos fadados, mas apenas um eco de desespero pelo prazer que nos desvia de nossos caminhos. A vida é um começo, um meio e um fim. As trilhas que seguimos são expressão do que nos permitimos. Deus pode iluminar nossos caminhos se assim permitirmos.

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