Dia 70 – O Princípio, o Meio e o Fim

caminhos
 
Josué, 21:45 – Palavra alguma falhou de todas as boas coisas que o Senhor prometera à casa de Israel; tudo se cumpriu. 

 

Deus promete sempre os pontos: a criação e a consciência do sopro, a maturidade do reconhecimento da voz inspiradora e o ápice de retornar aos seus pulmões.

 

São pontos isolados. De fato, são a verdadeira herança que Deus nos reserva ao decidir por imergir-nos na experiência da Terra.  Como ele decide esse nosso remeter, suas bases, suas intenções,  não o sabemos. Mas sabemos que na concepção de nossa vida estão marcados esses pontos. A herança divina daqueles que, filhos,  aprendem a honrar sua nobre missão, é ter um princípio, um meio e um fim.

 

Com esses pontos Deus nos permite, em sua suprema sabedoria, o livre arbítrio para a sua interpolação. O princípio do nascimento não nos cabe, mas aquele exato momento que deixamos de ser duas sementes para unificarmo-nos no sopro dEle é de onde partimos na jornada de retorno.

 

A cada segundo da existência nos deparamos com decisões que nos remetem longe ou perto dos dois pontos cruciais restantes.  Mas,  independente da visão temporal que nos escraviza,  em um dado momento nos apresentaremos àquele no espelho que, olhando no fundo da alma, expressará com leveza que é chegado o momento da libertação da solidão para o mergulho intrépido na fluidez e calmaria das águas da inspiração.

 

Este é um momento único e divisor.  Pela certeza da compreensão,  aquilo que temia se torna sabedoria, consolidando permanentemente a experiência na riqueza plena que é a vida. A sabedoria descansa a alma em plumas suaves e perfumadas da consciência da existência.  Pela iluminação divina é possível transpor a estreita e longa ponte que separa a prosa da poesia. A partir daquele momento as palavras deixam de ser desenhos para serem emoções vivas.

 

Aqui começa a vida. Inebriados pela consciência inspirada nos voltamos ao trajeto que nos levou até aquele ponto. Aprendemos e depreendemos muito além daquilo que imaginávamos trilhando os caminhos novamente em nossas mentes.  Exaustos mas repletos pela reexperiência encontramo-nos renascidos para seguirmos em frente. Renovados,  conscientes e sábios.

 

Iniciamos agora a doce caminhada rumo ao retorno. Não voltamos ao princípio,  pois Deus nos preparou na imersão para seguirmos nos caminhos sem volta, mas nossas lembranças dele nos renovam. Seguir o próprio desejo de ir em frente e espalhar as sementes da sabedoria para que todos sejam capazes de encontrar seus pontos medianos e ali tornarem-se verdadeiramente seres imersos no mundo. Eis-nos, finalmente,  humanos.

 

O final será doce, sem medos,  sem segredos. Desfrutar o caminho com a sabedoria do ponto mediano é dar valor ao amor e ao resto manter o sorriso largo. Assim, caminhar sem pressa pelos pastos verdes do caminho de volta àquele guia que nunca nos deixou.

 

Nascer e, pela sabedoria, renascer inspirado e correr livre para os braços amorosos daquele que jamais descansa por ser o universo todo. Eis a nossa missão.

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