Dia 57 – Sê Justo, Sê Perfeito

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Deuteronômio, 16:20; 18:13 – (16:20) A justiça, somente a justiça seguirás, para que vivas, e possuas em herança a terra que o Senhor teu Deus te dá. (18:13) – Perfeito serás para com o Senhor teu Deus.

 

Deitar e perceber a missão cumprida. Enquanto o sono, mestre da inconsciência que derrama seu mel sobre os ombros cansados, encobre os olhos com seu véu,  as imagens das experiências da vida passam como um filme e a distância entre a consciência e a inconsciência é lastreada pela justiça e correição de nossos atos.

 

De fato, não existe recompensa maior que perceber sua justa ação.  Muitas vezes nos restringimos a sentimentos vis, separados inteiramente da realidade além dos olhos. Criando barreiras intransponíveis de tijolos morais, separamo-nos do mundo que nos ataca, freneticamente,  em busca de submeter-nos a seus caprichos.

 

Deus, mais que mandamentos e regulamentos,  nos dispõe um olhar. Um olhar de homem para homem segundo o princípio de que é preciso amar acima de tudo.  E, sobre essa ótica,  agimos, julgamos,  pregamos e nos tornamos perfeitos.

 

Mas o que o cotidiano dessa prática,  massacrado pela voz uníssona do homem, gera no meio em que vive? Gera a angústia da inconsciência da visão do outro e, invariavelmente, fechamo-nos em nosso círculo. Aprofundando, nos fechamos em nós mesmos. 

 
Em outras palavras, o individualismo é resultado de nossos julgamentos do que nos cerca baseados em nossos conceitos morais. Quando nos atemos demais a julgar e, pelo julgamento, imaginamos fazer justiça, rompemos com o mundo que nos cerca advogando pela causa de nossa moral. Não seria de todo problema, não fosse o fato de que a vida é um processo de construção da sabedoria e, por tal, resultado de interações e experiências, aprimorar a amplitude dos conceitos morais. 
 
Certamente, julgar algo quando temos vinte anos é muito diferente de quando temos cinquenta, e de quanto temos setenta. Nos momentos da vida temos valores que se afirmam ou cedem em função do que vivemos. 
 
A justiça divina é soberana por se fundar na experiência máxima. Somente ela possui toda a sabedoria para avaliar e julgar. A nós, resta apenas o exercício infantil de olhar os fatos pelas lentes de nossas ínfimas sabedorias. Quando nos isolamos no individualismo, perdemos o contato com a realidade transmutante. 
 
A moral é itinerante. Ela vagueia e percorre o caminho todo. A única justiça de fato é aquela que provém de Deus, e somente a conhecemos de fato quando retornamos ao sopro. Somos débeis, e débeis são nossos valores. 
 
Seguir a justiça cegamente é permitir-nos evoluir pela sabedoria permeada na pele a cada instante. Compreender que nada é eterno e que os conceitos são mutáveis é permitir-se ampliar a alma e absorver tudo o que é servido na ceia da vida. Ser perfeito para com Deus é perceber que a vida é um caminho para aprendermos do que somos feitos, nossa missão e a consciência de sermos uma ínfima parte do todo que Deus é. 
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