Dia 53 – De Medos e Angústias, a Grande Dádiva

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Deuteronômio, 3:22 – Não tenhais medo deles, porque o Senhor vosso Deus é o que peleja por nós.

Deuteronômio, 4:9 – Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, para que não te esqueças das coisas que os teus olhos viram, e que elas não se apaguem do teu coração todos os dias da tua vida; porém as contarás a teus filhos, e aos filhos de teus filhos;

Deuteronômio, 4:30 – Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o Senhor teu Deus, e ouvirás a sua voz;

Não existe nada na vida mais profundo que a possibilidade de fazer parte de Deus. A vida é uma série infinita de possibilidades e desafios, brincando de roda com nossos sentimentos e ansiedades mas, apesar de tudo,  a paga é enebriante.

O maior desafio não é enfrentar as dificuldades mas compreender a lição por trás de cada pequena vitória.  Não há quaisquer prêmios,  troféus,  reconhecimentos.  De todo o esforço recebemos como paga a consciência da razão que nos leva a existirmos.  Nas águas profundas em que mergulhamos e nos afogamos a cada novo desafio, nossos olhos aprendem a enxergar na turbidez e revelar em nossas almas a divindade que é ser parte integrante de Deus.

Sempre haverá dor. Não há como não. Deus deu-nos a centelha do sopro, mas construímos a sabedoria no caminho que trilhamos. Acertaremos ou erraremos e as aventuras da vida nos ensinarão com a dor da carne rasgada. A grande misericórdia de Deus não está no privar-nos da dor educadora, mas antes de deixar-nos colher, ao final, o fruto da sabedoria e consciência do pertencimento a algo superior.

Os medos, todos, são fruto do desconhecido.  Se conhecemos e é mais forte, preservamo-nos. Se mais fracos, dominamos e, igualmente misericordiosos,  não extinguimos. Mas se desconhecemos,  tememos. Por isso mesmo ele nos convida a partilhar sua ceia e conhecê-lo para perseverar e assim, tornar o oculto vivo à alma.

De posse desse conhecimento somos hábeis para contornarmos os medos e, administrando nossas capacidades entre forte e fraco, tornarmo-nos exércitos de nós mesmos, protegendo-nos dos perigos e angariando reforços dos mais fracos que, conosco, tornam-se fortes.
Ao final, a angústia será coberta pela voz que nos diz dentro da alma sobre o que lhe protege dos medos e fragilidades. A voz inspiradora nos leva para dentro do âmago de nosso coração, revelando a imensa paz que existe em se perceber e conhecer o ser do qual viemos e para o qual retornaremos, sorridentes, após as batalhas de todos os dias.
Ser humano é tornar-se divino, rompendo medos, incertezas e angústias. Quarenta anos nos desertos de nossas almas nos torna mais sólidos que a rocha e aprendemos a frescura da água escorrendo em nossas peles cobertas de areia e suor.
Ser é a suprema dádiva de Deus. Pertencer é a dádiva que nos permitirmos. A voz que inspira a nossa própria é a ponte para o nirvana da alma.
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