Dia 51 – A Terra Prometida

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Números, 35:34 – Não contaminareis, pois, a terra em que haveis de habitar, no meio da qual eu também habitarei; pois eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel.

 

Ele está presente.  Compõe o meio pelo sopro doado na concepção e sua presença é compulsória e por ela estamos conectados uns aos outros.

 

Entretando nos é voluntária a aceitação da inspiração da voz dEle em nossos ouvidos e, a partir dela nos tornamos portadores conscientes, e este é o templo de Israel. Deus passa a habitar-nos e vivemos a sua morada, a terra prometida a Israel e na qual somos fecundos e nossas gerações serão longevas.

 
A história é repleta de ensinamentos, e por eles devemos pautar nossa vida para que alcancemos aquilo que o próprio Deus projetou em sua mente criadora. Tornando-nos conscientes da presença de sua centelha e do valor incomensurável de sua inspiração, convertemos nossa existência, depois de quarenta anos vagando nos desertos de nossas angústias, na verdadeira e fértil Terra prometida. Somos a terra que foi prometida e na qual habitaremos por toda a eternidade, e a descobrimos no momento em que nos permitimos seduzir pela inspiração da voz dEle. 
 
E essa terra é santa. Santa no sentido de que se propõe a tornar terrena e tangível a experiência espiritual, separando o bem do mal, o certo do errado, o dom do pecado. Sobre ela devemos enredar todos os esforços para que não se contamine e que seja eterna. Apartar-se não pela obrigação moral, mas pela consciência do certo, dos pecados. 
 
Ouvindo a inspiração, como saber qual o caminho? Essa é a questão central da existência, e existem milhares de respostas. A melhor forma de ser santo é seguir o ensinamento básico de amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. De fato, verdadeiramente inspirados, percebemos que não há a distância entre Deus, nós e o próximo. Portanto precisamos amar acima de qualquer coisa a tudo e a todos. Além disso, o amor é o sentimento que diminui as barreiras entre o que somos por dentro, em nossa intimidade, e as facetas que demonstramos aos outros. Precisamos ser quem realmente somos, os verdadeiros que entendem o pertencimento a algo maior que si mesmo. 
 
Deus, esse mesmo que nos inspira e nos mostra os caminhos, é simples e perfeito, conjugando o bem supremo da existência. O mal, como o conhecemos, não advém dele, mas do exercício nosso juízo e nossos valores. Ele não é cúmplice, mas juiz respeitoso de nossos atos, aos quais respondemos em vida pelas consequências. 
 
A terra prometida existe e é originalmente santa. Alguns de nós precisam caminhar quarenta anos nos desertos da alma para enfim perceber a existência da própria essência pela permissão da inspiração. Outros mais, outros menos. Ao descobrirmos a terra, devemos ará-la e tornar sua fertilidade na bonança e abundância de alimentos para sermos plenos e santos. Deus espera que honremos nossas terras, e não a contaminemos com o dar de costas às inspirações da sala. 
 
A alma é linda e límpida, essência viva do sopro de Deus em cada um de nós. Podemos passar a vida toda sem percebê-la, sem deixar-se tocar pela sua candura na sala escura. Mas percebendo-a, apaixonamo-nos pela sua doçuras e, embebidos no amor que ela exala pelos poros, deixamo-nos inspirar até descobrirmos a confirmação da promessa. E como paga, Deus exige somente que não a contaminemos, extraindo dela a eternidade de sua bonança. 
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