Dia 49 – O Pastor

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Números, 27:16-17 – (16) Que o senhor, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre a congregação, (17) o qual saia diante deles e entre diante deles, e os faça sair e os faça entrar; para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor.
 
O pastor é, antes de mais nada, uma das ovelhas. Ele faz parte de um rebanho e, sendo-o, depreende os caminhos por onde seguir e com seu cajado carrega os irmãos pela trilha. Ele mostra onde estão os riscos do caminho, as dores que são impostas, e o deleite da completude. 
 
Ele tem uma missão santa. Ele faz a congregação sair e entrar conforme a palavra de Deus, e atenta-nos a sentirmos a força da voz que nos inspira. 
 
Mas o candeeiro, ele é segurado por Deus. A inspiração da voz é de Deus. Os desígnios, a moral, os dogmas, todos eles são de Deus. Criador, ele é igualmente inspirador, e se revela pela sua participação no mundo que está submerso em sua infinidade. Pastor não é o caminho, assim como sua voz não é a Voz. 
 
Pastor é o sangue que carreia o alimento. 
 
Santo como santo são todos os filhos criados de Deus, cabe-lhe praticar o dom da compreensão da essência da presença contínua de Deus, mas não detém as chaves do paraíso. Através dele encontramos as pedras perdidas, encontramos em nossa memória real ou submersa, a resposta de nossas perguntas. Ele nos avisa que o tempo é chegado, mas o momento é o próprio Deus. 
 
O pastor sempre está presente. As ovelhas o conhecem pelo cheiro, e suas respirações harmonizam-se no caminhar. Ele caminha e, naturalmente, pisamos em suas pegadas ou, ao longe, de canto de olho, miramos o caminho para saber onde está o norte. 
 
Sua ação é fundamento da própria vida. Ele nos mostra a beatitude de Deus e nos faz compreender aquela sensação do incenso invadindo o corpo todo. O sopro se desvenda para abraçar inteiramente a voz inspiradora de Deus. Pastor e seu cajado refletem o eu que Deus espera de nós: imperfeitos na busca sensata da perfeição e impuros na busca da essência do sopro original. 
 
 
Lembrando a palavra
Irmão de sangue na vida plena,
Pastor, rodeando ovelhas, caminho da vida. 
A luz está na sombra
Para dela desnudar a plenitude da pedra. 
A pedra fere a mão
Mas pela pedra, não pela luz. 
Pastor, irmão de sangue na vida plena,
Aponta o caminho, as pedras para cruzar o rio. 
Te queremos luz
Para adivinharmos a pedra. 
Sangue, irmão de sangue. 
Pastor. 
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