Dia 41 – Somos Altares Sagrados

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Números, 7:1 – (1) No dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo, tendo-o ungido e santificado juntamente com todos os seus móveis, bem como o altar e todos os seus utensílios, depois de ungi-los e santificá-los, (2) os príncipes de Israel, cabeças das casas de seus pais, fizeram as suas ofertas. Estes eram os príncipes das tribos, os que estavam sobre os que foram contados.

 

Todo o processo envolvendo a volta dos hebreus desde o Egito é extremamente rico e recheado de simbolismos que, ao final, descrevem a teologia judaico-cristã.

 

Neste ponto toda a conjunção da sacralidade foi completada e os rituais de adoração estavam completos. Moisés beatificou e santificou os lugares e os objetos, assim como os sacerdotes baseado na sua própria sacralidade decorrente da proximidade a Deus. Após isso, os príncipes de Israel fizeram ofertas a Deus para louvá-lo.

 

Da mesma forma ocorre conosco no processo no qual nos deixamos percorrer pela percepção da presença de Deus em nossas almas. Primeiro idolatramos a nós mesmos como o centro do universo.  Naquele momento acreditamos na superioridade do indivíduo e rompemos com as relações,  criando muros para a construção do próprio isolamento. Somos o nosso próprio bezerro de ouro.

 

Quando Deus nos chama à responsabilidade de compreender o peso de carregar seu sopro, nos perdemos sem rumo no caminho de pedras. Há um misto de culpa pela auto idolatria e de sanidade pela compreensão do pertencimento. Aos poucos vamos entendendo a profundidade e o significado dos rituais que nos desvendam a voz anterior e inspiradora. 

 

Aqui a percepção divina consolida-se e materializa-se no sentimento de amor, justiça e respeito que mimetiza o próprio Deus. Tornamo-nos o espírito por trás dos objetos e rituais sagrados na nossa alma e nos ungimos com o azeite da sabedoria do pertencimento.

 

Finalmente,  nossos doze príncipes,  aqueles diversos sentimentos derivados de nossa Israel (alma) e que fundamentam as variantes de nossas personalidades,  homenageam com a maior de todas as oferendas,  o amor, ao Deus que nos fez e para quem voltaremos.

 

A vida, enfim, pode ser uma colagem de todas as nossas experiências ou um contínuo que desanuvia a vista. Em degraus ou em rampas, somos todos convidados a usarmos nossas experiências para construirmos a sabedoria que torna a alma o detalhe além do corpo.

 

E somente pela sabedoria avançamos do barro e tornamo-nos sopro.

 
Nem sempre é fácil compreender esse ciclo de aprendizagem pois nos desviamos muito dos caminhos em consequência do exercício de nossa liberdade aliada ao respeito de Deus às nossas decisões. Mas, invariavelmente, somos levados a compreendermos o processo pois dele fomos feito, e pertencemos integralmente. Na lavra de nossas almas haverá sempre o elemento do sopro criador e, inspirando a nossa voz interior, nos fará compreender que o bezerro de ouro não é o Deus que procuramos, mas uma etapa que devemos passar para compreendermos o sentido da vida. 
 
A sacralidade, enfim, não está na tenda das revelações, nos rituais ou nos utensílios que construímos para louvar a Deus, mas no sentimento de conforto e pertencimento decorrentes do exercício de Deus naquele momento. A maior de todas as ofertas será, sempre, o nosso próprio amor natural por Ele. 
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