Dia 39 – Os Bons Sacerdotes

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Números, 3:45 – Toma os levitas em lugar de todos os primogênitos entre os filhos de Israel, e o gado dos levitas em lugar do gado deles; porquanto os levitas serão meus. Eu sou o Senhor.

 

Deus criou os rituais e, para eles, os sacerdotes,  aqueles a quem era designada a tarefa de manter viva a chama dos atos que avivam o sabor doce da sabedoria do pertencimento. Através deles é possível perceber a existência de Deus e encontrar os caminhos a serem seguidos.

 

Os sacerdotes não são a divindade mas a profissão de fé da existência da divindade.  Eles carregam a marca da família de Arão e Levi e lhes é dado o legado de manter viva a percepção da profundidade de Deus. Levi e sua família encontravam-se no centro do povo no deserto e tinham a sua função, assim como todas as famílias.  Não eram nem mais nem menos importante, mas a cada um era reservada uma tarefa.

 

Os sacerdotes perpetuam a consciência do sopro e aguçam a nossa sensibilidade à presença daquela voz anterior à nossa própria e que nos mostra o sentimento por trás de tudo. Pelas sensações incendiadas por eles dividimos o bem e o mal e nos perpetuamos nas falas de nossas almas. Deus não se expressa por eles, mas é através deles que nos damos conta do Deus vivo imerso nas águas de nossas almas.

 

Não há mal maior no mundo que usurpar do homem a sua própria essência.  Da mesma forma, não há beatitude maior que apresentar a ele o homem que ele é, seu barro e seu sopro.

 

O homem, criatura,  sacerdote ou não,  é dotado do princípio da liberdade e da construção da lógica que o guia. No exercício do sacerdócio também há as tentações,  e há os bons e os maus. Mas a beleza do desnudo da verdade de uma alma vale toda a vida e chegará o tempo em que todos verão além do barro.

 

Que Deus, em sua infinita sabedoria, bondade e justiça nos guie pelos caminhos onde descubramos seus homens, que os ilumine a cumprirem suas missões de apaziguar corações e forjar guerreiros da própria bandeira de retorno ao sopro.

 

Aos bons sacerdotes que, como pediu o próprio Deus a Moisés,  sejam santos pela perpetuação do amor, da justiça e do respeito de e para com Deus. Que não subjuguem mas antes engrandeçam e iluminem as almas dóceis que os seguem.

 

Somos volúveis e corruptíveis. Que nossos sacerdotes, que se volatilizaram e corromperam-se, encontrem seu caminho e retornem ao seio de si mesmos,  onde descansa a voz de que os guiaram um dia. Que saibamos ser misericordiosos e prestemos a eles a sonoridade que deveríamos receber deles.

 

Mas também somos rocha e fiéis. Aos sacerdotes que ouvem o Deus em si e inspiram-se,  que se multipliquem para que, como eles, sejamos todos santos.

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