Dia 37 – Sempre Presente

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Levítico, 26:12;44-45 – (12) Andarei no meio de vós, e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo…. (44) Todavia, ainda assim, quando eles estiverem na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei nem os abominarei a ponto de consumi-los totalmente e quebrar o meu pacto com eles; porque eu sou o Senhor seu Deus. (45) – Antes por amor deles me lembrarei do pacto com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos das nações, para ser o seu Deus. Eu sou o Senhor.
 
Fundamental que Deus, autor, criador e mentor de toda a raça humana, estabeleceu um pacto que vem desde Noé, passando por Abraão, Isaque, Jacó e assim sucessivamente até os dias atuais. Este é um pacto universal e eterno, não havendo razão para acreditar que ele se romperá. 
 
O homem em sua existência pratica a sua vida conforme o que lhe define sua consciência, exercendo a soberania de seu livre arbítrio. Muitas vezes esta ação, que aflige a todos nós, nos leva a caminharmos por terras inimigas. Nelas somos assolados pelos males, pragas, aflições. O pecado é resultado da nossa expressão de desalinho aos mandamentos e a fuga dele ocorre pelo retorno à terra natal. Mas a permanência nessas terras estrangeiras nos causa a dor e fel à boca quando imaginamos estarmos esquecidos por Deus. 
 
Deus sempre respeitará o nosso livre arbítrio. Trilharemos os nossos caminhos conforme nossas convicções, seguindo a lanterna ou não, mas sempre devotos àquilo que nos guia. Apesar do respeito, Deus é aquele que observa do mirante e, oportunamente, aparece para mostrar que existe opções. A salvação vem da nossa capacidade de seguirmos o conselho que ele nos dá para que vençamos nossas aflições. Deus certamente sente as dores profundas de nossas traições, mas jamais nos abominará a ponto de deixar-nos no caminho, solitários, tristes, perdidos. 
 
As dores da vida são fortes. Somente aqueles que se permitem compreender a profundidade dessas dores sabem que a vida é dura e que os desafios rasgam a carne. Mas, sendo misericordiosos conosco e enxergando a vida pelos olhos da alma que analisa sob a justa causa as aflições, percebemos que sempre haverá o caminho. 
 
Todos nós fomos concebidos pela expressão maior da presença de Deus. Ele se fez presente na concepção do sopro e na carne da própria carne e alma da própria alma da mulher. O planeta é repleto de árvores e animais que nos alimentam e nos preservam como espécie. Como indivíduos, devemos compreender esses dons de Deus para compreendermos os desafios que nos são dados, as terras inimigas que decidimos trilhar e o custo de nossa independência. Deus respeita, mas como pai criador cuida, de longe, de sua manada. 
 
Por mais desafiante que sejam nossas realidades, por mais cruel que o mundo seja conosco, Deus sempre estará presente para garantir que seu sopro retorne. Nem sempre agirá conforme nossos pedidos, conforme nossas míopes visões do que seria melhor, mas ele fará. Ele é o verbo, a palavra que age, a voz escondida por detrás de nossa própria, indicando o melhor caminho. 
 
Da dor tiramos a sabedoria que nos ruma. O caminho é árduo e, na escuridão ou na luz da lanterna, ele sempre estará lá, velando por nós. 
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