Dia 34 – Somos Todos Iguais para Deus

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Levítico, 19:15 – Não farás injustiça no juízo; não farás acepção da pessoa do pobre, nem honrarás o poderoso; mas com justiça julgarás o teu próximo.

 

A justiça deve ser sempre lastreada pelo que lhe move, a sua própria essência.  Não há atenuantes no julgamento a não ser os próprios fatos e circunstâncias.

 

É importante compreender que os homens foram criados, todos, do mesmo barro e receberam o mesmo sopro. A eles é concedido todo o mundo e lhes é derramada a dádiva de compartilhar a existência.  Deus não escolhe quem o segue no caminho atrás da sua lanterna e dos seus cheiros aromáticos, mas a cada um é reservada a opção de seguir. O poder que o homem exerce sobre o homem não vem de Deus, mas do próprio homem.

 

A ordenação social requer hierarquias e leis que a organize.  O capital, seus fluxos e seus poderes são definidos de comum acordo por todos. Mas a todos, independentemente da medida de seu  poder, cabe a justiça divina sobre seus pecados e virtudes. Deus,  como dissemos, firma sua ação pela tríade de pedras que o definem. Ele respeita a decisão da criação do poder efêmero entre os homens, mas não baliza sua justiça por isso. Para ele, somos todos iguais,  do mesmo barro e do mesmo sopro.

 

O pecado e seu julgamento deve ser baseado no próprio pecado e as circunstâncias que o encerram.  A sabedoria não vem do poder, mas cria o poder do não pecado e a consistência do poder humano não diferencia.  Quando esse poder é associado à sabedoria, essa por si age não como atenuante mas antes como uma barreira para que não ocorra.

 

Ser sábio é colher do mar as conchas de uma experiência divina de doar sua vida à voz que inspira a nossa própria e desviar do mal do pecado.  Pela sabedoria guiamos a alma para o encontro com Deus, juiz, executor e misericordioso.

 

Para Deus somos todos a sua criação. Diferenciamo-nos pela diversidade horizontal,  não pela sublevação de poder que criamos.  Para ele somos a parte de sua unidade que aprende com o tempo a importância de buscar o retorno. Deus é justo não ao indivíduo mas ao conjunto de sopros que define nossa raça.  Sua beleza,  misericórdia e bondade não é para cada um,  mas para todos nós, equilibrados e harmônicos.

 

A justiça é o equilíbrio.  E o equilíbrio decorre da igualdade pois somente assim a nau desliza harmônica pelas águas.

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