Dia 31 – Sermos Santos

Imagem
 
Levítico, 11:44-45 – Porque eu sou o Senhor vosso Deus; portanto santificai-vos, e sede santos, porque eu sou santo (…) porque eu sou o Senhor, que vos fiz subir da terra do Egito, para ser o vosso Deus, sereis pois santos, porque eu sou santo.

 

Até que ponto estamos preparados para sermos santos? Até que ponto estamos dispostos a abrir mão para atingir o objetivo de, como Deus, tornar-nos santos?

 

De uma maneira geral as leituras que se fazem de Deus o colocam como severo, como foi no caso do dilúvio ou no dos filhos de Arão que tentaram criar um incenso na Tenda das Revelações. Além de severo, ele também é misericordioso, numa demonstração de seu poder de transmutar-se diametralmente. Mas ler a Bíblia nos dá um outro panorama, a de um Deus que,  antes de tudo, exerce uma justiça que balanceia os desejos e expectativas e que torna o mundo um cenário justo para o exercício do livre arbítrio. Ele não individualiza mas equilibra o particular para preservar a unidade.

 

A santidade de Deus está fundamentado no seu amor supremo que doa o sopro e a consciência,  na justa medida do que colhemos e finalmente no respeito por nosso arbítrio. Sobre essas três pedras,  o amor, a justiça e o respeito,  Deus expressa a sua relação com os homens e a origem do seu sumo poder. Esse poder guia pelo deserto onde,  mesmo não havendo pão e água,  mesmo diante dos maiores desafios,  ainda manteremos a chama acesa até adentrarmos a terra prometida.

 

Deus, falando-nos à nossa voz, pede-nos para sermos igualmente santos. Santos muito além de nós mesmos e rompendo a lógica do pecado que nos seduz. Santos na concepção de nossos fundamentos,  santos na pureza do exercício das três pedras que nos fundam.

 

Vendo as severidades de Deus, é fácil perceber que ele criou cenários e o amor, a justiça e o arbítrio humanos destruíram por preferir a construção de universos individuais, onde só o próprio é desejável. Milhões lutando pelo próprio cria uma onda que imobiliza-se pelo antagonismos das forças.

 

Quando Deus pede-nos para sermos santos, ele quer que olhemos além de nossa própria alma, mas para aquele conjunto que, afinal somos todos nós,  imersos na grandiosidade de Deus. 

 

Ser santo é saber amar, amando a Deus acima de tudo. Amar a Deus reverbera no amor ao próprio homem e às coisas do mundo, por serem todos partes integrantes da unidade.

 

Se santo é saber ser justo, extraindo da vida a sabedoria de tirar o pão da própria boca e serví-lo ao outro se justo for. Cumprir assim a justiça que não somente auto preserva,  mas preserva o todo.

 

Ser santo é também respeitar os caminhos divergentes e convergentes,  sendo humilde o suficiente para compreender as circunstâncias do outro e, mesmo errado, dar-lhe o direito a exercer suas consciências que guia a sua nau. Os ventos são a opção do exercício divino do livre arbítrio e não respeitar isso é afrontar o próprio Deus.

 

Enfim, ser santo é reconhecer que somos feitos da mesma essência de Deus, carregamos Ele em nossos pulmões pelo sopro da vida.  Somos capazes, apesar de toda dificuldade. 

 

Ser santo é reconhecer as forças que nos movem, e deixar-se levar pelo bem que nos compõem e são,  na tríade,  a unidade que nos define.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s