Dia 24 – A Tenda

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Êxodo, 29:43 – E ali virei aos filhos de Israel; e a tenda será santificada pela minha glória;

 

Depois de uma longa jornada, Deus coloca-se na sua superioridade e versa sobre a arca para guardar as pedras talhadas com suas leis, os rituais a serem guardados para louvá-lo e a indicação da casa de Arão,  irmão de Moisés,  para o sacerdócio.

 

Um ponto interessante a ressaltar é que o sacerdócio surge após Deus e Moisés criarem a estrutura de julgamento,  descentralizando a juízes a cada mil homens as decisões.  O próprio Moisés se dedicaria às decisões mais complexas e os juizados setoriais,  às questões particulares e menores. Com essa atitude, a justiça se fez mais presente pois o juiz tinha como julgar em menos tempo. Da mesma forma o sacerdócio surge para, dada sua proximidade, apresentar de maneira frequente o Deus e seus mandamentos a todos.

 
Lembrando a leitura anterior, faz parte do trabalho de cada um de nós a propagação e eternização da presença de Deus. Ao sacerdócio, portanto, cabe garantir que a propagação não se corrompa no caminho, mas se mantenha fiel à proposição inicial. 
 
Além do sacerdócio, Deus também cria a Tenda da Salvação, a forma primitiva da Igreja. A igreja, assim como o sacerdócio, não tem finalidade em si mesma, mas antes na preservação e guarda da leis divinas, encaminhando as pessoas para que  conheçam a voz interior que define as suas morais. O sacerdote é o pastor, somos as ovelhas, e a igreja o campo. Deus, ele é o alimento que nos preserva vivos. 
 
Muito mudou desde aqueles tempos de Moisés. Tudo se refez, mas a essência permanece a mesma. Infelizmente, a utilização política do sacerdócio e da Igreja transformou a sua função pétrea em secundária. Mas, sim, o sacerdócio de Arão ainda resiste naqueles que gentilmente pastoreiam com amor seu rebanho. 
 
A igreja e o sacerdócio são utensílios divinos para que o amor una os filhos de Deus. São eles, em seus rituais, que nos conscientizam da sacralidade de nossa experiência terrena. Haverá sempre os homens que utilizam o bom coração do outro para consolidar seu poder, mas ainda assim haverá aqueles que carregam em sua bolsa a boa nova que torna o mundo aceitável. A eles, Deus reserva a missão de consagrar seus ensinamentos e tornarem o mundo melhor para todos. 
 
Não é a má ação que define, mas a ação que pode ser boa ou má. Sua condição não altera a necessidade de sua existência. Deus, mais uma vez é importante lembrar, nos concebeu com o entendimento que conduz nosso livre arbítrio, e somos livres para fazermos aquilo que nosso coração e mente mandar, mesmo em relação ao sacerdócio e à tenda. Mas Deus, onipotente, é capaz de julgar e separar as boas das más, mas sempre preservando a ação que, em última instância, é a razão pela qual tudo se dá. 
 
Busquemos antes de tudo os bons filhos de Arão, nas verdadeiras Tendas do Senhor. Aos outros, profetas de si mesmos, que Deus os julgue conforme seu sopro. A nós, que tenhamos em mente a necessidade de cultivarmos a voz para que entendamos, de fato, aquilo que somos, de onde viemos e para onde vamos. 
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