Dia 21 – A Opção dos Concebidos

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Êxodo, 19:5 – Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a terra;

 

Os homens foram criados por Deus, e Dele receberam o dom da vida. Esse dom é o supremo de ser, de coabitar e principalmente de conscientemente interagir com outros de sua espécie.  A fala e a escrita permitem a compreensão da história e, por ela, preservar a vida e conduzi-la pelos caminhos corretos. Muitas vezes temos a propensão a tratar as coisas humanas como menores,  mas o humano, sendo criatura divina e portando a sua centelha,  é um ser apaixonante.

 

O ser humano é uma espécie em constante mutação e evolução.  Tais não se dão somente em sua forma, mas em conteúdo e circunstância.  Somos convidados a vivermos plenamente as nossas vidas e ainda transmutar nosso pensamento e conhecimento, e o mundo onde vivemos. Sim, sim, o exercício do livre arbítrio gera também o mal e individualismo que depredam e matam, mas a raça nunca é exterminada. A operação de Deus e sua centelha não está na prevenção ao mal mas na força do bem que invariavelmente se sobrepõe àquele.

 

Só querem as guerras os donos das armas. O homem simples, puro e heterogêneo luta pela paz e, principalmente pela proteção de quem o cerca.  O homem do homem é paz. O homem do poder é guerra pelo próprio poder.

 

Durante muito tempo ouvi sobre os escolhidos, aqueles sobre os quais Deus derrama o seu amor e, como escudo, os preserva. Depois de muito refletir acredito que encontrei a chave disso. Para Deus não há escolhidos nem ao homem é facultado escolher a Deus. Somos concebidos com a centelha que nos permeia, e podemos optar por deixar ou não aflorar essa essência tornando-nos parte daquilo a que sempre pertencemos.  Somos muito pequenos para que nossa escolha interfira,  e igualmente pequenos para que sejamos escolhidos. Nós,  humanos, de todas as raças,  credos,  opções,  fomos escolhidos na concepção carnal de nossa existência,  e a vida é a oportunidade para optarmos a deixar-nos levar pela intensidade da luz que está lá,  em nosso âmago.

 

Deus em sua unidade conceitual não requer explicação lógica pois sustenta-se em si mesmo e está além da materialidade.  Ele supera as ciências pois as concebe, inclusive a intelectual da análise da teia social. Mas, talvez,  a maior prova de sua existência é a própria existência do homem que, sendo-o, atravessa milênios em contínuo avanço de sua raça e sua compreensão do que o cerca.

 

Geramos a nossa energia vital e compreendemo-nos mútua e individualmente. Isso nos torna divinos e portadores do próprio Deus. E a excelência desse conhecimento é a consciência da centelha e tornar prática essa voz que nos diz dos caminhos.

 

Somos humanos e somos divinos por isso. Somos escolhidos na concepção da raça e, assim, resta-nos optar pela consciência ou não. Por fundamento somos partes, conscientes ou não,  da pureza paternal que nos concebe.

 

Seguir é conscientizar-se de não ser único, mas muitos.

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