Dia 20 – A Voz que Ouve

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Êxodo, 15:2 – O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele se tem tornado a minha salvação; é ele o meu Deus, portanto o louvarei; é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei.

 
Êxodo, 15:26 – …Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te sara.
 
Deus perpetra. Ele invade a alma e navega suave sobre as águas de nossas emoções. Ele permite a percepção de sua presença e exalta aquele eu bondoso e justo que temos dentro de cada um de nós. Assim como sempre o fez, ele encandece a força que nos torna mais fortes que todos os desafios que se nos apresentam a vida, o hiato entre o sopro e o retorno. 
 
Deus se apresentou a Moisés, e a todos aqueles que vieram antes dele, como um Deus misericordioso, por permitir que as gerações se sigam e vençam as adversidades, mas também como um Deus poderosamente justo, que julga segundo os seus preceitos e, sendo o mais razoável dentre todos, aplicou a sentença como se deve. Em nossas vidas, devemos louvá-lo por reconhecer Nele a ação sobre nossos momentos, bons e ruins. Mas, como ele é um Deus eterno, atravessa os tempos e, por isso, devemos exaltá-lo por ter sido misericordioso com todos aqueles que vieram antes de nós e cuja preservação tornou possível sermos quem somos. 
 
Esse mesmo Deus está presente em todos os momentos. Quando permitimos, ele habita no íntimo de nossas mentes, e compartilha do canto onde reside a nossa voz da alma. Lá, naquele lugar que julga e ordena todos os nossos atos, Deus observa e aconselha, vivendo a intimidade da realização da própria vida. Para que tenhamos uma vida na qual somos preservados das pragas do Egito, um paralelismo para mostrar que estamos sempre sujeitos às barbáries da existência humana, é preciso que sigamos cegamente aos mandamentos de Deus. 
 
Mas afinal, o que são esses mandamentos? Diferentemente do que se prega, eles vão muito além dos rituais religiosos. Seguir os mandamentos de Deus é deixar-se levar pela divindade que nos definiu desde o princípio dos tempos, quando foi-nos doado o sopro da vida. Por ele tornamo-nos parte integrante do ser eterno e supremo, e a vida é a experiência que nos traz de volta à casa. Naquele lugar onde coabitam nossa voz e o próprio Deus, é preciso que não só falemos, mas que a ensinemos essa voz a ultrapassar seus limites e também ouvir, e seguir os conselhos que se nos são dados pelo coração que move a nossa alma. Deus age pela sugestão, pelo conselho do bom caminho a seguir. E seguindo-os, Deus sempre, a qualquer tempo, nos salvará. 
 
A vida, sim, é um desafio em si mesma. Nascemos com o dom do sopro, e a vida nos dota da capacidade de desenvolvermos a sabedoria e, tendo-a, coabitarmos com a fonte do sopro. Assim, ser homem é estar vivo e, vivo, ser uma chama de Deus no mundo. Ouvir pela voz é a inversão da ação natural e, pelo esforço, somos recompensados com a sabedoria que, ao final, nos salva das pragas do Egito. 
 
Deus espera de nós que rompamos às amarras da lógica. Ele espera não que concebamos, mas que percebamos. Os olhos nos mostram aquilo que tangemos. A alma, a voz que aprende a ouvir, mostra aquilo que sentimos. Ali está Deus e todos os seus mandamentos, o caminho certo a trilhar. 
 
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