Dia 18 – Círculos Intermináveis. Pecados e Perdões

 infinito
Êxodo, 9:27
Então Faraó mandou chamar Moisés e e Arão, e disse-lhes: Esta vez pequei; o Senhor é justo, mas eu e o meu povo somos a ímpios.
O povo de Israel foi chamado para sua terra, para nela habitar e livrar-se do jugo do Faraó que os tinha como escravos. Mesmo depois de todo o bem que o povo deu ao Egito, ainda assim era tratado como inferior pelo Faraó. E, para livrar seu povo, Deus enviou Moisés para pedir ao Faraó que os deixassem ir ao deserto para cultuar a Deus, e ele não permitiu.
Mais do que não permitir, ele colocou uma junta de magos para realizar os mesmos feitos de Moisés, e conseguiram acompanhá-lo até o ponto em que suas magias não eram suficientes, e disseram ao Faraó que aquilo era um sinal divino. Independente do alerta deles, o Faraó continuou a não permitir.
E não só não permitia, como dizia que deixaria para que a praga se afastasse e depois voltava atrás e tornava a proibir, causando uma ira incansável em Deus.
A bem da verdade, somos todos como o Faraó. Diante de um milagre de Deus que nos coloca um desafio sobre-humano, curvamo-nos e humilhamo-nos, pedindo misericórdia e perdão. Quando confrontados com a perda, com a dificuldade, com a expressão de uma vontade perdida, rogamos a Deus uma proteção, uma misericórdia maior que o próprio mundo, para que consigamos voltar a termos ou atingirmos o que desejamos ou entendemos que precisamos. Depois de atingido, o coração novamente se endurece e esquecemos de toda a benevolência que nos travestimos. Um círculo interminável se estabelece, onde separamos o pecado da benevolência, e não conseguimos achar a unidade que nos tornaria parte do sopro.
As dificuldades são exemplos do Pai ou decorrência do exercício do nosso livre arbítrio. Assim, são partes integrantes de nossa vida, e seria inimaginável no plano terreno vivermos sem elas. Elas decorrem da nossa própria existência e do exercício de nossa humanidade. Da mesma forma, o amor divino decorrente do sopro que transformou barro débil em carne consciente, também é parte integrante de nossas vidas. Através dele somos convidados a sermos mito além daquilo que nos dispomos a ser.
Assim, em quaisquer pontos do círculo interminável, ainda somos os humanos que sempre fomos. O humilhado do perigo e o malévolo indivíduo da bonança. Este é um ponto fundamental. Mas ser humano, também, é um exercício contínuo de tornar-se melhor, e a evolução não é eliminar um dos pontos, mas conjugá-los. Para isso, é preciso tornar o círculo cada vez menor, aproximando suas bordas até que, no limite do tempo, conjuguem-se e tornem-se único em um ponto. Ser humano é ultrapassar as distâncias das bordas do círculo e, aproximando-as, tornar-se um ser único que contemple o bem e o mal. Neste ponto da vida, o bem vence o mal de forma que o sopro retorna ao pulmão de Deus, e o barro torna ao barro.
A vida é uma constante evolução. Pecamos quando nos unimos a Deus nos momentos de dificuldades, e pecamos quando nos ausentamos Dele nos momentos de calmaria. Aquele que está perto de Deus não é o que o usa como socorro nos momentos de dificuldades, nem aquele que o esquece nos momentos de calmarias. Perto de Deus é aquele que entende Deus como o ser que está sempre presente e, por sua intimidade, socorre em todos os momentos.
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