Dia 14 – O Significado Está Escondido nas Formas do Amor

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Gênesis, 45:7
Deus enviou-me adiante de vós, para conservar-vos descendência na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento.

 

Retornando seus irmãos, José fê-los sentir na pele a perda de Benjamin e a sensação pura da dor que seu pai sentiria como a sentira na perda de José. Ele disse-lhes que o teria por servo e que ele não voltaria e eles se desesperaram. A maior dor é aquela que compreendemos pela experiência.

 

Desde o princípio Deus tinha um plano para a descendência de Abraão, e este plano incluía a dor de Jacó na perda de José, e seu retorno feliz como o provedor do pão a todos. E, pelo pão e pelo amor, unir a família na terra do Egito. Deus apareceu em sonho a Jacó e ordenou-lhe viver no  Egito.

 

O plano de Deus compreende algo além das nossas capacidades analíticas. Nisso, todos concordamos. Mas existe um abismo entre a concordância e a aceitação. É aí que falhamos no exercício de nossa percepção do divino. Quando Deus prometeu a aliança eterna a Noé ele não disse que não criaria caminhos para a constante evolução, pelo contrário, expressou a sua preocupação  delinear os traços da estrada que nos levaria de volta a seus pulmões, e esse é seu trabalho diuturno.

 

A história de José é rica pois envolve muitas variáveis realmente importantes que geralmente deixamos de lado, dedicando-nos à pequenez de nossas mesquinharias. Existem nesta história vários exercícios de poder mas o único eixo central é o amor: da mãe pelo filho que ludibria a bênção do pai, dos irmãos que desprezam o irmão, do filho que com seu dom alimenta o pai e, sem julgamento moral, salva o alimento do povo pagão que o acolhe. Em todas as variantes, a constante é o amor.

 

E, operando, Deus remete seu povo ao Egito para, enfim, servir a um faraó que não o aceita como Deus. Mas esse é o caminho para a compreensão. Este será o caminho pelo qual o povo aprenderá que o poder não está em seu exercício de subjugação do outro, mas na experiência que faz a vida ser única.

 

Deus opera pelo melhor, não pelo desejo. O melhor é fortalecer os músculos para suportar a carga ao invés de sucumbir ao desejo de ser servido.

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