Dia 13 – Felicidade e Dor Coexistem, não Eliminam-se. Ser Feliz é Controlar

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Genêsis, 43:30 – E José apressou-se, porque se lhe comoveram as entranhas por causa de seu irmão, e procurou onde chorar; e, entrando na sua câmara, chorou ali.

 

José,  pelo amor incondicional de seu pai, foi refutado por seus irmãos.  Sofria muito pelas agruras que a vida havia lhe imposto apesar de seu sucesso com o Faraó.  Mesmo as vitórias não haviam apagado o ranço de sua história.

 

Seu coração tendo vivido tantas dificuldades, ainda preservava o imenso amor por sua família. Quando vieram comprar o trigo farto no Egito,  sem apresentar-se, José venceu a tentação da revanche e mandou seu irmãos de volta a Jacó com os grãos e o dinheiro.

 
Mais uma vez retornaram e vieram acompanhado de Benjamin. José se emocionou muito. A tela viva de todas as suas emoções o varreram como um vento.
 
Em nossas vidas passamos por muitos desafios, felicidades e emoções que são únicas e insubstituíveis.  Nenhuma emoção de alegria sobrepõe ou mascara uma de tristeza, e nada a substitui.  Nossa vida, enfim, é a cadência de emoções que desenrolam-se continuamente.  E, ao final, somos o ser que emerge imparcial pesando os bons e maus caminhos que seguimos.

 

Mais importante que a capacidade de redimir-se do erro é a capacidade de continuar bom sem buscar a revanche. Jacó e toda a sua descendência,  fazendo o bem ou não,  precisavam do trigo para viver. José venceu na vida pelo dom de Deus de prever a seca, e o trigo do Egito foi resultado desse dom divino. José soube usar o amor de Deus e amou seus familiares sem rancor  provendo-lhe o fruto que lhes mataria a fome. E ainda foi além.

 

Ele poderia ter cedido à tentação de vingar-se e fazer-lhes penar em suas mãos. Poderia ter sido simplesmente justo, fechando seus olhos aos pecados e vendendo o trigo. Mas antes, enviou à família de seu pai e, por final, à sua própria, o trigo e as moedas que as comprariam. Ele conseguiu ultrapassar os limites da justiça e alcançou as pradarias das bondades onde, plantando, colheu o dom da vida. Ele ultrapassou e tornou-se além do humano, reverberando o sopro divino em si. O trigo emergiu do dom que Deus lhe deu e conseguiu por isso ser o próprio Deus fazendo o bem.

 
Que o exemplo de José seja além dele mesmo e aprendamos a vencer a tentação da vingança, ultrapassando os limites da justiça para invadirmos os campos da bondade, indo além daquilo que o próprio Deus requer de nós. Nenhum bem da Terra é maior que a satisfação de fazer o bem, assim como foi para José alimentar o seu povo. 
 
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