Dia 12 – Deus Exige-nos a Compreensão

fartura
Genêsis, 41:54
e começaram a vir os sete anos de fome, como José tinha dito; e havia fome em todas as terras; porém, em toda a terra do Egito havia pão.
José foi ao Egito e lá, mais uma vez injustiçado, foi parar nas masmorras do Faraó. Desvendando os sonhos do padeiro e do copeiro do Faraó, compreendeu seus sonhos e suas previsões se realizaram. Como ninguém soube interpretar, ele o fez e o Faraó o trouxe para junto de si, tornando-o o homem forte do Estado.
O sonho do Faraó falava de sete anos de bonanças seguidos de sete anos de fome. José soube interpretar que o sonho com as vacas seguido do sonho com o milho eram uma representação do que Deus queria dizer ao Faraó, para que este tomasse as providências e cuidasse para que seu povo não passasse fome. Crendo nas palavras de José, o Faraó criou um plano de não se fartar na fartura para que o povo não morresse de fome nos anos de miséria.
Assim, Deus operou através de José que, atingindo o coração do Faraó, preservou o povo das misérias da seca e da fome. O amor de Deus não se operou para José, nem mesmo ao Faraó, mas ao povo que venceu as dificuldades pela intervenção neles.
O poder de Deus não opera sobre os projetos de poderes individuais. Ele não se preocupa em como organizamos nossa sociedade nem de nossas disputas egoístas e individuais, mas antes na preservação do amor que une os povos. Ele toca a todos com o seu amor, e o livre arbítrio permite ou cerra as portas para a entrada. Mas, ao final, o exercício de sua soberania se expressa na preservação da humanidade.
Passamos, em nossa história por muitas e muitas misérias e horrores. Em todas elas, o ódio contido se extravasava e todos se tornavam monstros que não suportavam as adversidades de opiniões e projetos.
Corremos riscos, muitos e muitos morrem, mas a centelha da alma de Deus, soprada nas narinas daquele ser débil de barro, ela continua viva. Dispersa pelas línguas de Babel, mas sempre unida por um amor único e sereno que, incompreensível, ainda nos mantém vivos e eternizados na Terra.
Como prometido ao ramo de oliveira da pomba de Noé, expresso no arco da eterna aliança, Deus sempre proverá. Não proverá ao indivíduo, mas a todos. No momento certo, chamará cada um de nós a sua presença para que nosso sopro retorne a seus pulmões. Mas aqui, na Terra, precisamos compreender os seus sinais, tais como José o fez, e agirmos para que nossa vida seja preservada.
Deus opera. Deus ensina. Deus sinaliza. Precisamos do coração soprado para compreender.
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