Dia 11 – O Amor e Suas Formas

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Genêsis, 37:4
Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no, e não lhe podiam falar pacificamente.
Jacó tinha vários filhos e seu mais novo era José. A ele devotava um carinho especial pois foi-lhe um filho da velhice. Sua meninice foi uma alegria no final da vida de Jacó e, por isso, tinha-lhe grande afeição.
Seus irmãos, filhos devotos de Jacó, dedicavam-se ao extremo mas sempre, ao final, Jacó dedicava as túnicas coloridas a José.
Tomados por um ódio extremo, uniram-se e jogaram o menino José em uma cova de onde intentavam vendê-lo como escravo. Ele foi resgatado antes e foi-se com uma comitiva de outras terras.
O amor de pai é um amor complexo. Nele não há espaço para maiores e menores, mas diferentes. E somente aquele que tem essa sensação entende o que está sendo dito. Somos um mosaico, e nossos filhos são aquelas peças que faltavam para completar a imagem. Cada um, a seu modo, contribui de uma maneira diferente para que possamos ser o todo, e o amor maior sempre se dá ao conjunto e nunca ao complemento e unidade de cada uma das peças. Todas as peças, juntas, completam o que somos.
Assim, não há em pai e mãe esse amor de intensidades diferentes, mas somente a sensação perfeita da plenitude quando completos. Jacó cruzou sua vida inteira, integrando sua unidade com as peças que Deus lhe proveu, e o nascimento de José finalmente completou aquele ser. A alegria por ter José foi concomitante à plenitude do ser e a inveja cegou os olhos dos outros filhos que, pela alegria do pai, odiaram e tentaram sacrificar a última peça.
Somente somos completos quando, tal como a completude que geramos, nos sentimos completos por fazer parte da mesma peça. Completamos o mosaico de nossos pais tornando-nos o nosso próprio mosaico e, assim, sucessivamente, até o final dos tempos. Nossas almas se completam mutuamente. Da mesma forma que Jacó se completou por José, seus irmãos também se completavam e seu desamor quebrou a magia da unidade.
A inveja tem por princípio cercear o amor que imaginamos adicional para que todos estejam no mesmo plano. Agindo inversamente, ela gera o ódio que consolida o amor anterior e volta-se contra o invejoso. Não devemos partilhar o amor, mas a felicidade de sermos completos no conjunto dos outros que integram a nossa alma. Esse é o legado de Deus. Por isso Deus fez-nos filhos e pais.
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