Dia 9 – Deus, Usando o Amor de Jacó, o Ensinou. Ensina-nos Também

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Genêsis, 31:42
Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque não fora por mim, certamente hoje me mandarias embora vazio. Mas Deus tem visto a minha aflição e o trabalho das minhas mãos, e repreendeu-te ontem à noite.
 
Jacó em suas andanças se apaixonou perdidamente por Raquel, filha de Labão. Chegou-lhe e pediu-a em casamento. Labão disse-lhe que teria de pagar com sete anos de trabalho, e ele o fez. Quando foi tomar Raquel, Labão enviou-lhe sua irmã Léia e o enganou, dizendo que era preciso desposar primeiro a primogênita. Ele, amando Raquel, trabalhou mais sete e, ao final, uniu-se a seu grande amor. 
 
Depois de muito tempo e multiplicando a fortuna de Labão, resolveu voltar a terra onde ungira a pedra para edificar sua descendência, e tomou todos os seus rebanhos e partiu. Labão o perseguiu e, na noite anterior ao ataque, o anjo lhe apareceu e disse que deixasse Jacó pois ele levara somente o que é seu, e Labão teve com ele e fez um pacto justo. 
 
Labão, aqui, aproveitou-se do amor e do coração de Jacó para impor-lhe a servidão. Resoluto em atingir o objetivo de criar a sua família com Raquel, e pagando com seu trabalho por isso, não se fez de rogado, e serviu como escravo a Labão que, ao final, o perseguiu para matá-lo, como se o tivesse roubado algo. 
 
O poder advindo da riqueza tem dessas coisas. As pessoas buscam a servidão de outras usando as suas fraquezas, as bondades de seus corações, e ainda lhe impingem torturas e, ao final, acusam de traição aqueles que se rebelam e se libertam. Labão é um exemplo de vida que devemos nos desviar: aproveitou-se do amor de Jacó e usou-o como escravo e, ao final, ainda o perseguiu como se houvera roubado, mesmo depois de enriquecer-lhe por mais de 20 anos. 
 
O coração anuvia os olhos e nos cega a ponto de não percebermos que somos apenas uma ferramenta de riquezas.
 
Mas o exemplo daqui também está em como Deus se viu nesse tempo. Jacó, filho de Rebeca, havia aproveitado-se da inconsciência de seu pai para tomar-lhe a benção que seria de Esaú. Deus manteve o juramento de Isaque, mas também deixou que Jacó provasse do mesmo veneno que entregara a Esaú e, tomado pelo amor de Raquel, aprendeu sua lição. Deus não ausentou-se, mas desenhou a vida de Jacó para que compreendesse a extensão de seus erros e, aprendida a lição, enviou o anjo para que Labão não o matasse. 
 
Que nossa vida seja assim: que Deus nos mostre na vida não o caminho, mas a experiência, a percepção dos erros que cometemos, e que use para isso o nosso amor como força motriz. Ainda, que preserve nossa vida, como justos aprendizes segurando seu escudo. 
 
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